23 de jan. de 2012

E

pela primeira vez na minha vida, sinto-me realmente sozinho. Sem segundas hipóteses, sem ninguém.

Está na altura de realmente perceber o que ando aqui a fazer, sozinho.

11/01/2012 - 23/01/2012

Afinal os sonhos não se realizam.

22 de jan. de 2012

Sinto-me

Mais aliviado.

Estes dias

são os piores em que não nos conseguimos libertar destas amarras. Estes dias que somos prisioneiros dos nossos pensamentos, é nestes dias em que percebemos o quão frágil somos.
Estes dias são aqueles em que desejamos não sentir, não sonhar, não querer.
Nestes dias perdemos a razão, o norte, o descernimento. Nestes dias não somos nós, somos apenas o que resta, somos a nossa sombra.
E o único desejo é estes dias passem depressa para o Brilho voltar e a sombra desaparecer.

21 de jan. de 2012

Para já

É um sonho, algo que está pendente de...no futuro pode ser algo real e maravilhoso. O tempo e sempre o tempo dirá o que vai acontecer.

Música para mim

20 de jan. de 2012

18 de jan. de 2012

17 de jan. de 2012

Frase

"siento volverte loca
darte el veneno de mi boca
siento tener que irme así
sin decirte adiós"

Da música abaixo.

Música para mim

É oficial, estou a ficar lamechas:

15 de jan. de 2012

Verdade

São os pequenos gestos que nos podem trazer felicidade.

:)

Lindo :)

Gostava

de receber um sinal, só isso.

12 de jan. de 2012

Agora

Sinto-me vivo, mais desperto, mais feliz, mais descansado, mais capaz. Se calhar é verdade o que dizem. Que devemos sempre ir à procura da felicidade, que não devemos desistir.

A felicidade total ainda não a encontrei, mas os fogachos são cada vez maiores, cada vez mais intensos. Sei também que a nossa vida pode ruir de um momento para o outro como um castelo de cartas, disso não me esqueço, mas hoje e agora consigo dizer que sou mais feliz que ontem.

E se calhar isso para mim é o suficiente, ser um bocadinho mais feliz a cada dia passa. Porque como alguém diria, eu só quero é ser feliz.

Californication

É uma das minhas séries favoritas, há algo de fascinante na química existente entre a personagem principal e os outros. Consegue transportar-nos para o ecrã e sentir que aquelas opiniões são as nossas, que partilhamos as alegrias e as tristezas. Na minha opinião umas das melhores séries.

E depois dizem frases deste género:

The Hardest Part Of Letting Go, It´s Moving On.

11 de jan. de 2012

Um dia destes

Lembra-se de uma vez que esteve quase, quase a acontecer. Embora nem sequer se tenha apercebido na altura, mas estiveram perto. Ali juntos, só os dois, os corpos entrelaçados um no outro. A sentir o calor de ambos, a respiração, um abraço que parecia nunca mais terminar. Entre suspiros e carícias foram um do outro.

Depois acharam que não estava destinado, que havia sempre algo que aparecia pelo caminho, que era coisa que nunca iria acontecer, porque não era simples, porque era muito complicado, porque simplesmente não tinha que ser.

Mal sabiam ou sonhavam eles o que os esperava. Numa manhã dessas que anda por aí, fria, triste, combinaram encontrar-se bem cedo. Começava a ser habitual entre eles aquela pequena e rápida reunião. Algo que ambos desejavam mais que tudo, o poderem desfrutar da companhia um do outro, sem mais ninguém e esses momentos eram tão raros que só o facto de saberem que iam estar juntos sem mais ninguém, entre eles lhes causava uma enorme ansiedade.

E então ali estiveram eles, a olhar um para o outro, a sorrirem, a sentirem o nervoso miudinho a crescer dentro de cada um, os gestos denunciavam cada vez mais o que queriam. Os olhos já não se encontravam com tanta facilidade, ele concentrava-se nos lábios dela, ela não tinha coragem de o olhar nos olhos, mas sentiam-se bem. Assim juntos, de mãos dadas, porque o frio assim o obrigava e sempre era mais uma desculpa para ele poder sentir as mãos dela, pequenas comparadas com as dele, nas suas, passar levemente com os seus dedos na pele dela, na face, no cabelo, nas mãos. E teve de reuniar uma grande dose de coragem só para conseguir sentir os lábios dela com o passar de um dedo.

Concentrou-se, olhou-a nos olhos e com um enorme cuidado, começou a passar com o polegar nos lábios dela, ele queria apanhar todos os contornos e curvas, todas a suavidade dos lábios, passou o dedo uma vez, duas vezes. Não queria acreditar, como para algo tão simples mas ao mesmo tempo tão intenso tinha sido necessária tanta coragem. Ela sorria-lhe, com aquele sorriso, sincero, brilhante, os olhos dela agora não descolavam dos dele. E ali no meio de tantas pessoas conseguiam só assim ser um do outro.

O tempo voava, como aliás sempre voa quando duas pessoas estão tão bem uma com a outra e sem darem por isso já estavam atrasados, tinha que sair dali e seguir com as suas vidas, tinha de voltar àquela realidade que não queriam. Em passo apressado e sempre lado a lado lá continuaram, para aquele frio que cortava, entre abraços e toques e olhares. Ele faz questão de a acompanhar até ao último segundo possível, ele precisa de estar ao pé dela para sentir-se bem - "fazes-me bem" disse-lhe ele um dia. E fazia, ela deixava-o com o coração aos saltos, o sorriso, aquele sorriso sempre o desarmou. Ele ao pé dela sempre foi feliz, e naquela manhã sentia-se também feliz.

Entretanto enquanto aguardavam, pela boleia dela, estavam os dois juntos, ele percebe que o frio não a larga e então aproveita-se para a chegar para mais perto dela, para sentir durante mais uns minutos o seu corpo, o seu cheiro, quer sentir o toque da pele suave, aquela pele tão sensível. É a altura ideal para pagar uma dívida que tinha para com ela, então começa a beijá-la carinhosamente, na cara, na testa, na cabeça, sente-a a comprimir o seu corpo contra o dele, trocam olhares de desejo mas não pode passar disso, não pode.

Os seus corações batem cada vez mais forte, sabem que aquele sonho está prestes a terminar, ele mais resignado beija-a na face uma vez mais a pensar o quão é díficil largá-la. Numa fracção de segundos ele sente os lábios dela nos seus, uns lábios doces, delicados, carentes, suaves, saborosos. Ele não percebe muito bem o que está a acontecer, de repente todo o barulho que havia à sua volta desaparece, deseja apenas que aquele beijo não termine.

Não lhe interessa agora se era só para ser um beijo fugido ou não, ele quer sentir mais, precisa de sentir. Puxa-a ainda mais a si, e com receio começa a explorar aos poucos a boca dela, sente o contorno dos lábios dela, trinca-os com suavidade, sorve-os. Não está mais calmo, tudo aquilo parece acontecer em milésimas de segundo mas não a pode largar, é algo que ambos desejavam à muito tempo.

Finalmente, sente além dos seus lábios, uma língua maravilhosa, quente, tão quente, ambos tímidos descobrem-se finalmente e brincam com a língua um do outro. Aquele sabor, aquela ternura, aquela paixão, aquela entrega...tudo o que ele tinha imaginado estava ali. Duas bocas virgens um do outro finalmente a desfrutarem-se mutuamente, num beijo maravilhoso, apaixonado. Em que o mundo foi esquecido, em que tudo e todos passaram a ser o resto e nada mais importou durante o tempo em que foram um.

Numa despedida obrigatória e cruel, ele ainda lhe mordisca o lábio inferior para guardar ao máximo aquele sabor, aquela textura de uns lábios que o deixam de cabeça perdida...ela desaparece, não se senta no sítio onde costuma ficar, tenta encontrá-la sem sucesso. Quando a perde de vista, tudo volta, o frio, o trânsito, as pessoas, as árvores, o barulho. Não conseguia andar bem, sentiu o corpo todo ele a tremer, a respiração tardava a voltar à normalidade, no seu pensamento a na sua boca parecia que ainda a sentia ali bem junto. Queria mais, muito mais. Queria perder-se nela e com ela durante horas a fio.

Soube a pouco.

9 de jan. de 2012

E ao deitar

Levamos connosco todos os sonhos, todos os desejos

Música para mim

Ouvi dizer

"ele amou-me em silêncio"

Já todos nós na vida, tivemos que passar por situações em que não nos foi permitido exprimir os nossos sentimentos ou as nossas vontades. E com isso, acabamos por passar por aquela situação bem conhecida que é descrita como "engolir sapos". Mas é algo que com o tempo vamos "treinando" e vamos tornando-nos mestres na arte de evitar esse tipo de situações. Ou porque conseguimos falar na hora certa e da maneira certa, ou porque pensamos que há num certo momento a necessidade de engolir um sapo mas sabemos que posteriormente ele vai sair lá para fora ou ainda porque há mesmo uma necessidade extrema de engolir esse sapo porque algo de muito importante e muito melhor estará para vir e vemos isso uma forma de alcançar um fim.
Se relativamente a "sapos" as coisas normalmente vão-se tornando mais fáceis ao longo do tempo, porque vamos adquirindo experiência e é essa experiência que nos habilita a lidar melhor com as várias situações com as quais nos deparamos, quanto aos nossos sentimentos as coisas não funcionam nada desta forma. E quando falo em sentimentos refiro-me ao amor. Ao longo da vida vamos experenciando vários tipos de amor, o familiar, o da amizade, o material, o amor de outra pessoa, etc. E então porque não sabemos lidar melhor com o amor com o passar dos anos? Esta coisa, que nos entra pela cabeça a dentro, que vai descendo até se alojar no nosso coração até não mais sair, isto que quanto entra dentro de nós perdemos as forças, perdemos o norte...é algo de tão forte e tão arrebatador que por muitos anos que passem nunca vamos estar preparados.
O que podemos então fazer é tentar arranjar estratégias para enganar o amor. Há os mais racionais, aqueles que dizem aos sete ventos que não se apaixonam, que são os imunes "tolos aqueles que amam", há os que nem sequer dão luta. Que quando recebem o amor, vivem-no como se aquele dia fosse o último dia das suas vidas, falam sobre esse amor, deixam que tome conta das suas vidas e a cada movimento que fazem fazem questão de transparecer esse amor que sentem.
Mas voltando à frase que me fez escrever estas linhas "ele amou-me em silêncio", foi algo que ouvi hoje uma frase tão simples mas para mim com tanto valor. Para mim, amar alguém em silêncio é engenhoso, é difícil, é preciso aguentar tanta coisa. Olhar para a pessoa que amamos, seja ou não diariamente, estar com essa pessoa e não podermos dizer que a amamos, que a queremos para nós.
Aguentar estoicamente todas as palavras, gestos, carinhos cá bem dentro de nós sem podermos vacilar, não podermos denunciar um único olhar. Aguentar aquela máscara diariamente, sem ninguém sonhar o que vai dentro de nós, o que sentimos. Sentir o coração a disparar quando vemos essa pessoa, ou quando falamos por telefone, ou mensagem.
Por outro lado é algo que nos consome, que nos deixa de rastos a cada dia que passa, é algo que nos tira o sono e pensamos sempre quando é que vamos poder dizer à pessoa que ela é a tal, que é essa pessoa que ao olharmos para ela nos completa, nos faz querer arriscar, nos preenche completamente.
O mais certo é que mais cedo ou mais tarde o nosso coração vai falar mais alto e vai mandar a racionalidade às favas, o coração manda quase sempre quando amamos em silêncio. O coração manda e a razão dispõe. Mesmo para os que amam em silêncio. Mas para mim esses são heróis, embora sejam uns heróis silenciosos, que muitos de nós desprezamos porque as pessoas vão achar que são uns cobardes que não têm coragem de assumir o que sentem, mas para alguém amar em silêncio é porque há um motivo para tal, não acredito que alguém o faça por gosto.
Porque de que serve ter um amor se não podemos gritar a plenos pulmões: EU AMO-TE.

7 de jan. de 2012

Disse

Os sonhos e os ses destroem-me.