18 de jan de 2012
17 de jan de 2012
Frase
darte el veneno de mi boca
siento tener que irme así
sin decirte adiós"
Da música abaixo.
15 de jan de 2012
12 de jan de 2012
Agora
Sinto-me vivo, mais desperto, mais feliz, mais descansado, mais capaz. Se calhar é verdade o que dizem. Que devemos sempre ir à procura da felicidade, que não devemos desistir.
A felicidade total ainda não a encontrei, mas os fogachos são cada vez maiores, cada vez mais intensos. Sei também que a nossa vida pode ruir de um momento para o outro como um castelo de cartas, disso não me esqueço, mas hoje e agora consigo dizer que sou mais feliz que ontem.
E se calhar isso para mim é o suficiente, ser um bocadinho mais feliz a cada dia passa. Porque como alguém diria, eu só quero é ser feliz.
Californication
E depois dizem frases deste género:
The Hardest Part Of Letting Go, It´s Moving On.
11 de jan de 2012
Um dia destes
Depois acharam que não estava destinado, que havia sempre algo que aparecia pelo caminho, que era coisa que nunca iria acontecer, porque não era simples, porque era muito complicado, porque simplesmente não tinha que ser.
Mal sabiam ou sonhavam eles o que os esperava. Numa manhã dessas que anda por aí, fria, triste, combinaram encontrar-se bem cedo. Começava a ser habitual entre eles aquela pequena e rápida reunião. Algo que ambos desejavam mais que tudo, o poderem desfrutar da companhia um do outro, sem mais ninguém e esses momentos eram tão raros que só o facto de saberem que iam estar juntos sem mais ninguém, entre eles lhes causava uma enorme ansiedade.
E então ali estiveram eles, a olhar um para o outro, a sorrirem, a sentirem o nervoso miudinho a crescer dentro de cada um, os gestos denunciavam cada vez mais o que queriam. Os olhos já não se encontravam com tanta facilidade, ele concentrava-se nos lábios dela, ela não tinha coragem de o olhar nos olhos, mas sentiam-se bem. Assim juntos, de mãos dadas, porque o frio assim o obrigava e sempre era mais uma desculpa para ele poder sentir as mãos dela, pequenas comparadas com as dele, nas suas, passar levemente com os seus dedos na pele dela, na face, no cabelo, nas mãos. E teve de reuniar uma grande dose de coragem só para conseguir sentir os lábios dela com o passar de um dedo.
Concentrou-se, olhou-a nos olhos e com um enorme cuidado, começou a passar com o polegar nos lábios dela, ele queria apanhar todos os contornos e curvas, todas a suavidade dos lábios, passou o dedo uma vez, duas vezes. Não queria acreditar, como para algo tão simples mas ao mesmo tempo tão intenso tinha sido necessária tanta coragem. Ela sorria-lhe, com aquele sorriso, sincero, brilhante, os olhos dela agora não descolavam dos dele. E ali no meio de tantas pessoas conseguiam só assim ser um do outro.
O tempo voava, como aliás sempre voa quando duas pessoas estão tão bem uma com a outra e sem darem por isso já estavam atrasados, tinha que sair dali e seguir com as suas vidas, tinha de voltar àquela realidade que não queriam. Em passo apressado e sempre lado a lado lá continuaram, para aquele frio que cortava, entre abraços e toques e olhares. Ele faz questão de a acompanhar até ao último segundo possível, ele precisa de estar ao pé dela para sentir-se bem - "fazes-me bem" disse-lhe ele um dia. E fazia, ela deixava-o com o coração aos saltos, o sorriso, aquele sorriso sempre o desarmou. Ele ao pé dela sempre foi feliz, e naquela manhã sentia-se também feliz.
Entretanto enquanto aguardavam, pela boleia dela, estavam os dois juntos, ele percebe que o frio não a larga e então aproveita-se para a chegar para mais perto dela, para sentir durante mais uns minutos o seu corpo, o seu cheiro, quer sentir o toque da pele suave, aquela pele tão sensível. É a altura ideal para pagar uma dívida que tinha para com ela, então começa a beijá-la carinhosamente, na cara, na testa, na cabeça, sente-a a comprimir o seu corpo contra o dele, trocam olhares de desejo mas não pode passar disso, não pode.
Os seus corações batem cada vez mais forte, sabem que aquele sonho está prestes a terminar, ele mais resignado beija-a na face uma vez mais a pensar o quão é díficil largá-la. Numa fracção de segundos ele sente os lábios dela nos seus, uns lábios doces, delicados, carentes, suaves, saborosos. Ele não percebe muito bem o que está a acontecer, de repente todo o barulho que havia à sua volta desaparece, deseja apenas que aquele beijo não termine.
Não lhe interessa agora se era só para ser um beijo fugido ou não, ele quer sentir mais, precisa de sentir. Puxa-a ainda mais a si, e com receio começa a explorar aos poucos a boca dela, sente o contorno dos lábios dela, trinca-os com suavidade, sorve-os. Não está mais calmo, tudo aquilo parece acontecer em milésimas de segundo mas não a pode largar, é algo que ambos desejavam à muito tempo.
Finalmente, sente além dos seus lábios, uma língua maravilhosa, quente, tão quente, ambos tímidos descobrem-se finalmente e brincam com a língua um do outro. Aquele sabor, aquela ternura, aquela paixão, aquela entrega...tudo o que ele tinha imaginado estava ali. Duas bocas virgens um do outro finalmente a desfrutarem-se mutuamente, num beijo maravilhoso, apaixonado. Em que o mundo foi esquecido, em que tudo e todos passaram a ser o resto e nada mais importou durante o tempo em que foram um.
Numa despedida obrigatória e cruel, ele ainda lhe mordisca o lábio inferior para guardar ao máximo aquele sabor, aquela textura de uns lábios que o deixam de cabeça perdida...ela desaparece, não se senta no sítio onde costuma ficar, tenta encontrá-la sem sucesso. Quando a perde de vista, tudo volta, o frio, o trânsito, as pessoas, as árvores, o barulho. Não conseguia andar bem, sentiu o corpo todo ele a tremer, a respiração tardava a voltar à normalidade, no seu pensamento a na sua boca parecia que ainda a sentia ali bem junto. Queria mais, muito mais. Queria perder-se nela e com ela durante horas a fio.
Soube a pouco.
9 de jan de 2012
Ouvi dizer
Já todos nós na vida, tivemos que passar por situações em que não nos foi permitido exprimir os nossos sentimentos ou as nossas vontades. E com isso, acabamos por passar por aquela situação bem conhecida que é descrita como "engolir sapos". Mas é algo que com o tempo vamos "treinando" e vamos tornando-nos mestres na arte de evitar esse tipo de situações. Ou porque conseguimos falar na hora certa e da maneira certa, ou porque pensamos que há num certo momento a necessidade de engolir um sapo mas sabemos que posteriormente ele vai sair lá para fora ou ainda porque há mesmo uma necessidade extrema de engolir esse sapo porque algo de muito importante e muito melhor estará para vir e vemos isso uma forma de alcançar um fim.
Se relativamente a "sapos" as coisas normalmente vão-se tornando mais fáceis ao longo do tempo, porque vamos adquirindo experiência e é essa experiência que nos habilita a lidar melhor com as várias situações com as quais nos deparamos, quanto aos nossos sentimentos as coisas não funcionam nada desta forma. E quando falo em sentimentos refiro-me ao amor. Ao longo da vida vamos experenciando vários tipos de amor, o familiar, o da amizade, o material, o amor de outra pessoa, etc. E então porque não sabemos lidar melhor com o amor com o passar dos anos? Esta coisa, que nos entra pela cabeça a dentro, que vai descendo até se alojar no nosso coração até não mais sair, isto que quanto entra dentro de nós perdemos as forças, perdemos o norte...é algo de tão forte e tão arrebatador que por muitos anos que passem nunca vamos estar preparados.
O que podemos então fazer é tentar arranjar estratégias para enganar o amor. Há os mais racionais, aqueles que dizem aos sete ventos que não se apaixonam, que são os imunes "tolos aqueles que amam", há os que nem sequer dão luta. Que quando recebem o amor, vivem-no como se aquele dia fosse o último dia das suas vidas, falam sobre esse amor, deixam que tome conta das suas vidas e a cada movimento que fazem fazem questão de transparecer esse amor que sentem.
Mas voltando à frase que me fez escrever estas linhas "ele amou-me em silêncio", foi algo que ouvi hoje uma frase tão simples mas para mim com tanto valor. Para mim, amar alguém em silêncio é engenhoso, é difícil, é preciso aguentar tanta coisa. Olhar para a pessoa que amamos, seja ou não diariamente, estar com essa pessoa e não podermos dizer que a amamos, que a queremos para nós.
Aguentar estoicamente todas as palavras, gestos, carinhos cá bem dentro de nós sem podermos vacilar, não podermos denunciar um único olhar. Aguentar aquela máscara diariamente, sem ninguém sonhar o que vai dentro de nós, o que sentimos. Sentir o coração a disparar quando vemos essa pessoa, ou quando falamos por telefone, ou mensagem.
Por outro lado é algo que nos consome, que nos deixa de rastos a cada dia que passa, é algo que nos tira o sono e pensamos sempre quando é que vamos poder dizer à pessoa que ela é a tal, que é essa pessoa que ao olharmos para ela nos completa, nos faz querer arriscar, nos preenche completamente.
O mais certo é que mais cedo ou mais tarde o nosso coração vai falar mais alto e vai mandar a racionalidade às favas, o coração manda quase sempre quando amamos em silêncio. O coração manda e a razão dispõe. Mesmo para os que amam em silêncio. Mas para mim esses são heróis, embora sejam uns heróis silenciosos, que muitos de nós desprezamos porque as pessoas vão achar que são uns cobardes que não têm coragem de assumir o que sentem, mas para alguém amar em silêncio é porque há um motivo para tal, não acredito que alguém o faça por gosto.
Porque de que serve ter um amor se não podemos gritar a plenos pulmões: EU AMO-TE.
7 de jan de 2012
No fim
Vai ficar tudo igual, sem qualquer mudança, sem qualquer diferença, tudo na mesma. Sem tirar nem por. Porque há coisas na vida que merecemos e se não as merecemos por muito que se lute nunca vamos conseguir obtê-las.
Será sempre uma luta desigual, porque não dispomos das mesmas armas e à medida que o tempo vai passando as nossas forças também vão diminuindo. É uma das leis da vida, uns merecem outros não, é simples.
Janelas
Todos nós temos um sítio de eleição, um sítio onde nos sentimos seguros,ou mais calmos, basicamente um sítio que nos faz sentir confortáveis. Há quem prefira um quarto, uma sala, um jardim, no carro, etc.
O meu sítio são as janelas, sinto-me bem, estar ali a observar tudo ao meu redor. Estar ali comigo, a fumar um cigarro, a perder-me em vidas que não conheço, a imaginar vários cenários e principalmente a viajar.
Gosto de sentir o vento frio na minha cara enquanto oiço o cigarro a queimar, gosto de pensar na minha vida enquanto ali estou. Rever as conversas da noite, os gestos, os sons. Sinto uma liberdade sem fim, ganho asas e vôo sem limites.
Uma simples janela, só preciso disso.
4 de jan de 2012
No outro dia
Mas então afinal como é que se pode definir o Ego? Para mim e muitas pessoas, pode-se dizer que o Ego está directamenet relacionado com a nossa auto estima. Se o nosso Ego for/estiver elevado, acaba por levar de arrasto consigo a nossa auto estima e provavelmente o contrário também acontece. Depois podemos analisar também desta forma, quanto maior o Ego de uma pessoa, também a associamos a uma pessoa egoísta, que só pensa nela. Portanto até um certo "nível" o Ego pode ser algo que nos ajuda a lidar e muito bem com as várias situações do dia a dia, ajuda-nos a ultrapassar obstáculos, a encarar as coisas com optimismo, com força de vontade. Enquanto nós sentirmos que o nosso Ego está lá em cima, quase que nos sentimos invencíveis.
E pronto era isso.
2 de jan de 2012
2012
Bem vindo 2012, só te peço que me trates bem, ou pelo menos melhor que o 2011 porque esse não foi muito simpático, eu bem lhe pedi os tais 12 desejos acompanhados com as passas, mas ele não me ligou nenhuma.
Não sei o motivo, mas não ficar presos a isso, e este ano (embora com menos convicção do que o ano passado) lá pedi os meus desejos, não foram os 12 como todos aconselham. Acabei por ser bem mais comedido na altura de os pedir. Não quero parecer um abusador e pedir logo no primeiro dia uma dúzia de desejos, acho que isso é esticar um bocadinho a corda e se calhar por isso é que o 2011 foi tão mau.
2012, agora a sério, trata-me bem, à minha família, aos meus amigos.