Uns encontram a sua vocação, outros não.
2 de mai. de 2011
1 de mai. de 2011
Olá
O meu nome é António, prazer em conhecer-te. Deixa-me desde já aproveitar para te dizer que vou usar e abusar de ti ok? Não vão haver quaisquer pudores. E digo isto com a maior sinceridade. Com base nisto, não esperes descanço da minha parte.
Vou extrair de ti todo o teu sumo, toda a tua essência, tudo o que tu tiveres será meu. Vou explorar-te, sentir-te, respirar-te. Vamos passar bons momentos, maus momentos, momentos de grande tensão, outros de alegria, outros assim assim. Vou-te abrir, vou-te fechar, às escuras, em locais proibidos, vais ser minha como poucas tiveram o previlégio de o ser.
Espero que a nossa ligação seja muito mas muito longa e que tenhas pedalada para tudo o que estou disposto a fazer-te.
Ora então diz-me só o teu nome para começarmos:
30 de abr. de 2011
26 de abr. de 2011
24 de abr. de 2011
21 de abr. de 2011
Uma vez escrevi isto
Hoje pensei que o amor, como quase todos os equipamentos que compramos tem um selo de garantia. Normalmente nos equipamentos quando esse selo é de alguma forma danificado, nós ficamos sem garantia.
É o mesmo que dizer que a partir daquele momento se o equipamento se estragar temos que nos desenrascar. Se der para arranjar e se acharmos que vale a pena tudo bem. Caso contrário não nos resta outra hipótese senão atirar com o equipamento para o lixo e quando possível comprar um novo.
Inconscientemente passamos a olhar para o equipamento de uma forma diferente, começamos a tratá-lo com mais cuidado e se for algo mesmo importante por vezes damos por nós a rezar que ele não estrague, para que dure o máximo de tempo possível.
Nalgumas relações por vezes acontece o mesmo. A relação vai avançando no tempo, com altos e baixos, momentos bons, momentos maus. Aguentamos tudo. Mas porque no amor nada é garantido, por vezes acontece algo que nos deixa de rastos, sem reacção, sem vontade de continuar.
É como se esse selo de garantia tivesse sido quebrado. Olhamos para a relação e pensamos que falta ali qualquer coisa, algo que se perdeu. Seja porque houve uma discussão, um desentendimento, palavras ofensivas, um abre olhos, existem várias razões para que isso
aconteça.
Sem esse selo de garantia, aos nossos olhos a nossa relação vai estar sempre um pouco debilitada.
Sem esse selo de garantia, a relação já não parece tão forte.
Sem esse selo de garantia, a pessoa que nos acompanha já não tem tanto impacto na nossa vida.
Sem esse selo de garantia tudo muda.
Cabe às pessoas a partir desse momento puxaram ambas para o mesmo sentido, cuidarem ainda mais da relação. E mesmo assim, não podem nunca tomar nada por garantido. Porque o amor é mesmo assim: uma doença, quando nele julgamos ver a nossa cura.
A Realidade
Mas essa cabra acaba sempre por nos apanhar. Parece que consegue sempre adivinhar o nosso caminho e por muitas voltas que sejam dadas nunca temos hipótese. Saímos sempre a perder.
E quando nos encontra, não há cá meias palavras, nem a mão em cima do ombro para suavizar a coisa, nada disso.
Arranca-nos os pés do chão com uma violência tal, que só damos por nós em queda livre com a cara pronta a embater fortemente nessa realidade.
E depois? Depois tentamos esquecer a dor que a realidade provoca, tentamos levantar o nosso corpo, pouco a pouco porque as dores continuam lá.
É fodido viver a sonhar.
20 de abr. de 2011
19 de abr. de 2011
Então
e se naquele dia àquela hora, tivessemos escolhido outro caminho? Se naquela mesma altura por momentos o nosso olhar não estivesse em sincronia? O que acontecia? Se em vez dizermos não, tínhamos dito que sim? Se naquele dia tínhamos optado por seguir um atalho?
A vida entre outras coisas é isto um conjunto aleatório de factores, um conjunto de decisões que ao longo dos anos vai formando o nosso eu, vai formando a nossa forma de estar, de pensar.
Isto não é nenhuma epifania. Quem é que de nós nunca pensou, então e se? Quantas vezes na nossa vida não somos perseguidos por uma decisão que tomámos num segundo…pode simplesmente ser o acto de num dia como noutro qualquer, em vez de irmos de comboio para o trabalho decidimos ir de carro. E a partir daí todo um conjunto de situações que não estavam programadas, começam a suceder uma a seguir à outra.
Pode também ser algo inconsciente, um simples acto espontâneo que despoleta algo que simplesmente não deveria de acontecer ou que não estava programado. Olhar para a esquerda em vez de olhar para a direita e assim não vermos uma pessoa que nos marcou muito na vida por exemplo. Agora imaginemos o contrário…como é que seria a partir daí?
Imaginar que poderíamos não ter encontrado essa pessoa, só por causa de um gesto tão simples como o de escolher qual a direcção para onde íamos olhar. A vida é tão injusta em tantas coisas. Agora relembrar tantas outras coisas que são mas que não poderiam ter sido, imaginar também o que não é mas que poderia ter sido.
Então e se?